
No texto extraído do livro Mitos, Emblemas, Sinais de Carlo Ginzburg – De A. Warburg A E. H. Gombrich-Notas Sobre um Problema de Método – o autor expõe ao público italiano os problemas e métodos de Aby Warburg e do grupo de estudiosos que reivindicavam em nome dele, entretanto, Ginzburg afirma que para explanar sobre o método proposto por Warburg, faz-se necessário conhecer as características especificas da obra dele e até que ponto esses estudiosos levaram suas idéias adiante.
Warburg teve uma importante contribuição através do seu método, que por sua vez, redefinia uma nova forma de se conceber a ciência da imagem. Com um novo programa de estudos, A. Warburg propõe uma continuidade, rupturas e sobrevivências da tradição clássica, pois segundo Ginzburg, despertou o interesse tanto dos medievalistas, como dos historiadores da antiguidade ou do humanismo.
Sabe-se que para esclarecer o conceito de arte no século XV, Warburg utilizou uma documentação variada e heterogênea, tais como: testamentos, aventuras amorosas, quadro famosos entre outros. Segundo Bing, Warburg ensinou ‘que se pode fazer ouvir vozes humanas articuladas também a partir de documentos de pouca importância'.
Sabe-se que para esclarecer o conceito de arte no século XV, Warburg utilizou uma documentação variada e heterogênea, tais como: testamentos, aventuras amorosas, quadro famosos entre outros. Segundo Bing, Warburg ensinou ‘que se pode fazer ouvir vozes humanas articuladas também a partir de documentos de pouca importância'.
Dentre os estudiosos que avaliaram os trabalhos de Warburg, verificam-se os ensaios de Wind, nos quais ele contrapõe o trabalho de Warburg e o conceito de ‘cultura’, através de duas posições culturais: a que propõe anular qualquer ligação entre história da arte e história da cultura; e a outra que Warburg defendia, a que deriva de um outro conceito elaborado por Burckhardt, como uma ‘cultura’ entendida em sentido quase antropológico, no qual ao lado da arte e da ciência, cabem as supertições e as atividades normais.
Embora Warburg utilizasse o conceito proposto por Burckhardt, no qual propõe uma história de arte com um alcance mais amplo do que a história acadêmica tradicional, segundo Ginzburg é uma história da arte que desemboca na teoria da cultura, a qual permite que alguém que não seja historiador possa falar de arte. Muitos argumentos foram criados em cima dos objetivos da pesquisa de Warburg, para C.G.Heise, o objetivo da pesquisa de Warburg era duplo: primeiro era preciso considerar as obras de arte à luz de testemunhos históricos, em condições de esclarecer a gênese e o seu significado; segundo, a própria obra de arte de arte e as figurações de modo geral deveriam ser interpretadas como uma fonte sui generis para a reconstrução histórica.
Para Warburg uma pesquisa puramente iconográfica não tinha sentido, pois era uma das possíveis abordagens que dos problemas que o atormentavam, desse modo, como se pode admitir de acordo com Ginzburg, a capacidade de passar dos dados iconográficos para a compreensão histórica geral, falha quando o dado iconográfico se torna indiferente e as questões de estilo ficam em primeiro plano, pois não se podem considerar as obras de arte e os testemunhos figurativos em geral como fontes históricas, o que se explica que a análise iconográfica pode-se mostrar insuficiente.
Nas observações de um outro estudioso citado por Ginzburg, o Panofsky, apreende-se que mesmo na descrição elementar de uma pintura unem-se inextricavelmente os dados de conteúdo e os dados informais. Panofsky aborda um novo problema, chamado de ambigüidade de qualquer figuração, que é o centro das reflexões de E. H. Gombrich, embora o que preocupava Panofsky fosse a justificação teórica das pesquisas iconográficas. Como se observa no trecho escrito por ele, reeditado em 1955,
O objeto da iconologia, é representado por aqueles ‘princípios de fundo que revelam a atitude fundamental de uma nação, um período, uma classe, uma concepção religiosa ou filosófica, inconscientemente classificada por uma personalidade e condensada numa obra’.
Neste sentido, embora a irracionalidade abordada por Panofsky, mesmo tendo sido exorcizada pelo cotejo, como relata Ginzburg, através da mais variada e ampla documentação, Panofsky recoloca o risco da ‘circularidade’ dos argumentos. Inserido também nesse contexto surge a inquietação de E. H. Gombrich, com uma postura mais radical ele elabora uma série de considerações sobre o problema do estilo. Gombrich nasceu em 1909, e pertence ao instituto Warburg, sua personalidade científica discorre em interesses predominantemente teóricos.
Neste sentido, embora a irracionalidade abordada por Panofsky, mesmo tendo sido exorcizada pelo cotejo, como relata Ginzburg, através da mais variada e ampla documentação, Panofsky recoloca o risco da ‘circularidade’ dos argumentos. Inserido também nesse contexto surge a inquietação de E. H. Gombrich, com uma postura mais radical ele elabora uma série de considerações sobre o problema do estilo. Gombrich nasceu em 1909, e pertence ao instituto Warburg, sua personalidade científica discorre em interesses predominantemente teóricos.
Gombrich sinaliza que, apesar das implicações no plano do método, a obra de Warburg não é sistemática. Segundo ele, Warburg em vez de condescender com paralelos histórico-espirituais, unira diferentes âmbitos científicos – história do estilo, Sociologia, história das religiões e da linguagem – para resolver, mediantes a reconstrução de relações concretas, problemas particulares e delimitados, embora essa não fosse uma observação nova. Gombrich em oposição à estética ‘romântica’ afirmou que a obra de arte não pode ser considerada ‘sintoma’ nem ‘expressão da personalidade do artista, mas um meio de transmitir uma mensagem particular, segundo a qual seja captada pelo espectador na medida em que se conhecem as alternativas possíveis, dentro do contexto lingüístico em que se situa a mensagem.
Segundo Gombrich, ‘a forma de uma representação não pode ser separada do seu fim e das exigências da sociedade onde aquela determinada Linguagem visual é válida’, pois se não ocorrem às mudanças do gosto, pelas exigências, não há como aparecerem ditadas por motivos estéticos.
‘Todos os quadros devem mais a outros quadros do que a observação direta'
Segundo Gombrich, ‘a forma de uma representação não pode ser separada do seu fim e das exigências da sociedade onde aquela determinada
‘Todos os quadros devem mais a outros quadros do que a observação direta'
Gombrich
Um comentário:
Parabéns, muito bom, ajudou bastante.
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